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Consenso

Ética e Integridade

Publicado: Segunda, 26 de Setembro de 2016, 16h02 | Última atualização em Segunda, 08 de Maio de 2017, 16h37

Convivemos em uma estrutura complexa, na qual coexistem diferentes padrões de cultura e comportamento. Quando pensamos nesse intrincado organismo coletivo, onde cada um deve atuar de forma a atingir os mesmos objetivos institucionais, é preciso garantir o que tem sido chamado de "consenso de integridade organizacional".

Em nosso trabalho percebemos que o desalinhamento, principalmente entre gestores, é responsável por grande parte dos problemas cotidianos, desde a improvisação dos métodos de trabalho até a ausência de uma gestão capaz de alcançar resultados com presteza, eficiência e economicidade. Muitas vezes, o trabalho é desenvolvido na melhor das intenções, porém os profissionais trabalham sozinhos e sem a percepção clara daquilo que seria a "pedra angular"
para o alinhamento das ações, um caminho que, inconscientemente, compromete as relações profissionais, os resultados e o futuro sustentável da instituição.

A integridade pública visa manter o foco das instituições nos resultados esperados pela sociedade, na entrega de produtos e serviços adequados, produzidos com presteza, eficiência e economicidade. A corrupção tem impedido que tais resultados sejam alcançados e compromete, em última instância, a credibilidade das instituições públicas. É preciso, então, incentivar e garantir a busca individual pela integridade, porém, ao reconhecermos a complexidade dos organismos coletivos que compõem a estrutura governamental, nos deparamos com um grande desafio.

A integridade é a "pedra angular" das instituições públicas, quando seus agentes atuam de maneira proba, conforme o interesse público e de acordo com os princípios éticos. Mas, para se obter esse fundamento é preciso mais do que cumprir com uma rotina diária de tarefas, é preciso decidir agir de forma proba e ética num mundo competitivo em que, para se conseguir as coisas, percebemos que as pessoas usam todo tipo de artifício para levar vantagem.
Há uma decisão que cada um de nós está desafiado a tomar hoje: participar da construção de um consenso de integridade organizacional e mudar o tema da corrupção, tão valorizado pela mídia, para a divulgação de uma instituição ética e comprometida com a integridade e a transparência.


Marta P. Silva,
Secretária-Executiva da Comissão de Ética do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil

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